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Matéria Especial

World Blood Donor Day 2017

por Caroline Sbardellotto Cagliari 

Vice-presidente da AAC

No dia 14 de junho, ocorre o Dia Mundial da Doação de Sangue, onde vários países no mundo chamam a atenção para a importância e necessidade da realização deste ato de solidariedade, o qual salva vidas.

 

Neste ano, a Organização Mundial da Saúde destaca a essencialidade da doação de sangue em situações de crise, quando uma grande quantidade de sangue é necessária de forma abrupta e imprescindível na manutenção da vida de pessoas atingidas. Em 2017, o slongan da campanha é: o que você pode fazer?, com a mensagem secundária: dar sangue. Dê agora. Dê com frequência. 

Situações de desastre, como as envolvendo vítimas de acidentes automobilísticos, de desastres naturais e de terrorismo, não podem ser previstas e podem ocorrer com qualquer pessoa, destacando a importância de estoque de sangue nos bancos de sangue mundialmente e, para isso, a conscientização e reconhecimento da população como um todo sobre a importância da doação de sangue. A OMC descreve que, se 1% da população de um país realizar a prática da doação de sangue, é possível resolver as necessidades básicas de sangue deste país. Inclusive, 57 países ao longo do mundo têm seu estoque de sangue dependente unicamente deste ato voluntário não remunerado. O ideal, segundo a ONU, é que 3 a 5% da população seja doadora de sague.

Dr. Jos Vandelaer, representante da OMS no Nepal, relata que “Para um paciente, uma transfusão de sangue pode ser questão de vida ou morte. Ao regularmente doar sangue, inúmeros nepaleses fornecem um suprimento regular de sangue, o que provou não só ser essencial no cotidiano, mas ainda mais durante as catástrofes naturais”. Desde 2009, o Ministério da Saúde investe efetivamente em um Programa Nacional de Sangue, sendo exemplo de mobilização para a doação de sangue.

No Brasil, país reconhecido pela sua receptividade com as pessoas de um modo geral, não reflete tal característica quando se trata do ato de doar sangue. Segundo dados disponibilizados pela ONU, apesar do Brasil coletar um maior volume em termos absolutos na América Latina, doa proporcionalmente menos do que outros países do continente, como Argentina, Uruguai, Cuba, Canadá e Estados Unidos. Estimativas de estudo informadas pela BBC Brasil apontam que 40,8% dos doadores brasileiros doam sangue por motivos de reposição, ou seja, por razão pessoal, quando um amigo ou parente necessita de sangue, enquanto 59,52% (seis em cada dez doadores) são voluntários (aqueles que doam com frequência sem se importar com quem irá receber o sangue), proporção inferior à de Cuba (100% são voluntários), Nicarágua (100%), Colômbia (84,38%) e Costa Rica (65,74%).

 

 

Em relação ao ano passado, o número de volume total de sangue doado aumentou 4,55% segundo o Ministério da Saúde, o que reflete que o país não doa pouco sangue, mas poderia doar mais, segundo descrito pela BBC Brasil.  Sabe-se que no Brasil os bancos de sangue frequentemente passam por situações onde seus estoques tornam-se precários, sendo comum a realização de campanhas de doação. É necessária assim a maior mobilização da população, com melhor explicação sobre as utilidades de bolsas de sangue e do quanto são imprescindíveis em algumas situações para a manutenção da vida de um indivíduo, de forma a propiciar maior incentivo para sua realização.

Uma dica é acessar o site salvovidas.com, que em prol desta causa propõe a realização de cadastro em seu site, avisando cada indivíduo registrado quando um banco de sangue de sua região necessita do tipo sanguíneo desta pessoa, garantindo que a demanda de sangue seja atingida sem desperdício. É sempre importante, também, informar-se nos bancos de sangue sobre as restrições existentes para doação de sangue, como ter menos de 16 anos ou doar sangue em um intervalo maior que 3-4 doações em um ano.

 

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